Coleta de campo

#4 Coleta de campo – Parque Nacional de Itatiaia

Parque Nacional de Itatiaia

O Parque NTucano-de-bico-verdeacional de Itatiaia em algumas palavras? É grandioso, é imponente, é cheio de vida, cheio de energia. Arrisco dizer que se uma pessoa doente entrasse ali sairia curada, sem sombra de dúvidas. Foi o primeiro parque nacional do Brasil (criado em 1937) e, de fato, tudo ali parece intocado, preservado como desde a origem.

Foi em 2014 que pisei lá pela primeira vez, durante minha lua de mel. Pulamos da cama às seis e meia da manhã e chegamos lá bem cedo, assim que abriu, por volta das oito. Estávamos hospedados em Penedo, que fica a uns 17 km de uma das entradas do Parque, em Itatiaia mesmo.

De Penedo até lá dá uns 30 minutos de carro no máximo, mas no nosso caso a viagem durou mais porque fomos de ônibus. Pegamos um circular que passa na rua principal de Penedo, descemos na Rodovia Presidente Dutra e de lá pegamos outro até o Parque.

Chegar do portão do parque ao Centro de Visitantes requer das duas uma: ou muita disposição para andar alguns quilômetros até lá ou um transporte motorizado. Claro que nós não sabíamos disso (hehe), mas para nossa sorte esse mesmo ônibus que pegamos na Dutra subia até o Centro de Visitantes \o/, e para completar, o motorista fez o enorme favor de nos aguardar descer do ônibus, ir até a guarita comprar as entradas (R$14 cada) e subir no ônibus de novo.

No momento que cruzamos o portão de entrada não éramos mais dois adultos recém-casados, viramos duas crianças como em Jurrassic Park. A sensação era que tudo ali era muito superior, muito maior e muito mais velho que a gente. Os egoísmos, as prepotências e as vaidades que às vezes carregamos na mochila da vida ficaram pendurados na porta, era proibido levar tudo isso para dentro daquele lugar maravilhoso.

Parque Nacional do Itatiaia

Assim que descemos do ônibus o motorista, que certamente estranhou o casal de mochilas e… HAVAIANAS nos pés, disse: “cuidado por aí, porque tem muita jararaca, viu?”. He…hehehe… (riso nervoso) “ok, muito obrigado!”. Agradecemos e seguimos.

Mal demos uns passos e um “OLHA!”, um tucano de bico-verde ali voando, lindo, indo para uma árvore próxima, corremos atrás e… “OLHA!”, um jacuaçu desengonçado se equilibrava na árvore ao lado. Daí em diante, meus amigos, o dedo não saiu mais do botão de disparo da câmera. Foi praticamente como se o nosso guia de campo estivesse ganhando vida e voando na nossa frente, para todos os lados, com mil sons e cores diferentes.

No fim, como já disse, saímos curados, renovados, extasiados, e certos de que voltaremos ali muitas vezes.

Pica-pau-dourado

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Designer de produto por formação e observador de aves por paixão. Não consigo lembrar exatamente quando comecei a observar aves mas foi na infância. Aos 10 ganhei o livro 'Aves da grande Belém' publicação do Museu Goeldi e esse foi, por muito tempo, meu companheiro inseparável. Hoje busco estudar seriamente tudo sobre as aves e aproveito a facilidade com o desenho para também ilustrá-las. Atualmente administro a página Birdwatching Brasil, no Facebook, como forma de apoio e fomento à observação de aves.